sábado, 7 de abril de 2012

Lá vai Abraão

Em 1998 estive em Israel. Quando visitei a Mesquita do Domo da Rocha me emocionei demais, pois lembrei que ali, no monte Moriá, um cordeiro substituiu Isaque, que seria sacrificado por seu pai, Abraão. A canção nasceu agora, perto da páscoa onde celebramos Jesus, Cordeiro de Deus, que nos substituiu no sacrifício. Bendito seja Ele!

Lá vai Abraão
Letra: Silvestre Kuhlmann
Música: Bruno Albuquerque

Lá vai Abraão subindo o monte
Com seu filho, companheiro,
Com a faca na mão, franzida a fronte,
Sem novilho, sem cordeiro;

Levando, exausto, para o holocausto,
O seu menino, único herdeiro,
É grande o susto, imenso o baque
Deus pedir-lhe justo Isaque.

Obediente, reverente, segue em frente;
Em meio à dor, houve um fato salvador;
Em pleno ato ouviu um brado:“Não faças isso!”
“É pago o custo do compromisso

Olha ao lado o carneiro
Que simboliza o meu Filho que resoluto,
Em holocausto, substituto,
Levará o pecado do mundo inteiro.”

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Lançamento do cd "Nome Bendito"


Dia 28 de Abril, sábado, às 19:30h, na Comunidade de Jesus em São Paulo (Rua Édison, 387-Campo Belo), Silvestre Kuhlmann (voz, violão e viola) lançará o cd "Nome Bendito", 9° cd de sua autoria. Gilson Oliveira (percussão), Alexandre Viriato (baixo) e Daniel Cavalcanti (flauta transversal), companheiros de longa data, irão compor a banda.

sábado, 3 de março de 2012

Barquinho

(Lucas 5:1-11)
Que visão melancólica: um barquinho de pescador, destinado a trazer peixes, junto da praia, vazio. Mas tudo muda quando nele entra o Mestre!

Barquinho
Letra: Silvestre Kuhlmann
Música: Marcus Américo

Eu sou um barco junto da praia
Que retornara trazendo nada;
Os pescadores lavavam redes
De sal e algas e nenhum peixe.

Mas chega um homem que em mim se assenta
E diz a Pedro:Vá ao mar alto!
Este responde: Por toda a noite
Nada apanhamos, mas te obedeço.

E volto ao mar e lançam redes
Que vêm pejadas, quase se rompem;
Vêm outros barcos, meus companheiros
Dividir cargas, vou indo a pique.

E o pescador se vê prostrado
E é convidado a nova pesca:
Pescar os homens que estão com fome
E estão sedentos de salvação

Eu sou um barco perto da praia
E levo Cristo à multidão
Sua voz ecoa por toda a terra
Ele é a Água, Ele é o Pão.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Marta, Marta


Ora, quando iam de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa. Tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, sentando-se aos pés do Senhor, ouvia a sua palavra.Marta, porém, andava preocupada com muito serviço; e aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá que minha irmã me tenha deixado a servir sozinha? Dize-lhe, pois, que me ajude. Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas; entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada. (Lucas 10:38-42)


Marta, Marta
Letra: Silvestre Kuhlmann
Música: Bruno Albuquerque

Passando Jesus por uma aldeia
Viu certa mulher chamada Marta
Que disse: “Meu bom Mestre, não partas
Entra pela porta, espera a ceia.”

E ela, cercada de serviços
Os braços da irmã vê, omissos,
E pergunta ao Mestre: “Não vês?
Pede que me ajude! Nada fez!”

“Marta, Marta, estás afadigada
Em tantos trabalhos distraída
Ansiosa pela sua vida
Dando voltas em torno do nada?

Tu te sentes sozinha e traída
Melhor escolher a boa parte
Que não lhe será subtraída
E é bem mais que casa e que comida

Isto descobriu hoje Maria:
Uma coisa só é necessária:
Assentar-se aos meus pés, atenta
A ouvir minha voz que acalenta.”

domingo, 1 de janeiro de 2012

Vestes Talares


"Cuidado com os mestres da lei. Eles fazem questão de andar com roupas especiais, e gostam muito de receber saudações nas praças e de ocupar os lugares mais importantes nas sinagogas e os lugares de honra nos banquetes.

Eles devoram as casas das viúvas, e, para disfarçar, fazem longas orações. Esses homens serão punidos com maior rigor! "
Lucas 20:46-47

Vestes Talares
Letra e Música: Silvestre Kuhlmann

Guardai-vos dos mestres da lei
Que andam com vestes talares,
Preferem os primeiros lugares,
Que anseiam por ser populares.

Guardai-vos dos mestres da lei;
Das viúvas, devoram os lares,
Desculpam-se, com falsos ares,
Fazendo orações exemplares.

Guardai-vos dos mestres da lei;
Pois nada de mim se encobre,
Condenação maior é sobre
Os falsos, de coração dobre.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Jesus

Não conheci o meu avô paterno, que faleceu antes do meu nascimento.Um dia, interessado em conhecer um pouco de sua história, perguntei à minha avó como ele era e o que fazia, entre outras coisas.Ela me disse que ele, botânico, todos os dias a acordava pela manhã, levando o café na cama, dizendo assim: "Vem, meu colibri, estou tão sozinho, vem me fazer companhia”. No outro dia ele usava o nome de uma flor: “Vem, meu girassol...".Todos os dias, nomes de flores e de passarinhos diferentes. Ele não era poeta mas comparava a beleza da minha avó com o colorido das flores, seus aromas, a leveza das aves, sua liberdade. Isso é bendizer.

“Jesus” é minha canção mais simples. Reuni alguns epítetos, cognomes de Jesus. Bendito seja Ele!

Cordeiro de Deus,

Estrela da manhã,

O Bom Pastor,

Lírio dos vales,

Verbo de Deus.

És o Rei dos reis,

O Alfa e o Ômega,

Senhor dos senhores,

És o Amado meu.

Raiz de Davi,

O Santo de Israel,

És o meu Redentor

E és o Justo Juiz.

És o grande Eu Sou,

O Caminho e a Videira verdadeira,

És o Mestre,

Luz do mundo e a Vida.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Convivas

(Letra baseada no texto de Lucas 14:15-24)

Tela de Vincent de Paul

Convivas
(letra: Silvestre Kuhlmann)

Certo rei preparou uma festa

E seu servo, por mar e floresta,

Foi levar o convite aos amigos

O jantar fora bem preparado,

Tinha tanto novilho cevado,

Tinha pão e tinha vinho

Um a um deram-lhe negativas

E frustrou-se em tantas tentativas;

Disse ao rei: Faltam-lhe os convivas.

E o rei viu uma alternativa:

Enviou-lhe, por ruas e becos,

A chamar pobres e aleijados

Cegos, coxos foram convidados

E em meio a brados e vivas

Maltrapilhos sentaram-se à mesa

E eu sou um destes esfarrapados,

Andrajosos, imundos, culpados

Que se encheu de Alegria

Porque muitos foram chamados

Mas poucos foram selecionados

Não por mérito, mas por Graça

E hoje canto seu Nome na Praça

E não temo morte ou ameaça

Sou do Rei, isso me basta!